
Há um ano, uma equipa liderada por Sofia Ribeiro quebrou o conceito tradicional de consultório de advocacia ao criar num centro comercial a Loja Jurídica, espaço de prestação de serviços jurídicos ao qual já recorreram duas mil pessoas.
A primeira loja nasceu a 11 de Abril do ano passado no centro comercial Saldanha Residence e desde então já foram criadas mais duas, uma no Centro Comercial Amoreiras e outra no Centro Comercial Alegro, em Alfragide, estando prevista a abertura de outro espaço, ainda este ano, na ilha da Madeira.
As Lojas estão abertas ao público sete dias por semana, das 10:00 às 23:00, sendo o valor da primeira consulta de 35 euros.Desde o dia 11 de Abril do ano passado, duas mil pessoas recorreram aos serviços das três Lojas Jurídicas, sendo que 80 por cento daqueles clientes nunca tinha consultado um advogado.
O projecto Loja Jurídica (LJ) nasceu de uma vontade da advogada Sofia de Almeida Ribeiro de aproximar os cidadãos da Justiça e prestar um verdadeiro serviço público a particulares e empresas, através da resolução de questões jurídicas e notariais.
Outro dos objectivos de Sofia de Almeida Ribeiro passava pela criação em três anos 16 lojas jurídicas por todo o país, num investimento total de 2,5 milhões de euros.A impugnação de despedimentos, a constituição de sociedades na hora, compras e vendas e outros contratos, divórcios, partilhas de bens e regulação do poder paternal, condomínios e arrendamentos, reconhecimentos e autenticações, testamentos, cobranças e contestações de dívidas são alguns dos serviços que podem ser tratados nas Lojas Jurídicas.
Os promotores do projecto escolheram os centros comerciais para instalação das lojas por causa da facilidade de acesso e os longos períodos de abertura que permitem uma maior flexibilidade aos clientes.
Em entrevista à agência Lusa, Sofia de Almeida Ribeiro disse que o balanço que faz do projecto é positivo, tendo até ultrapassado as expectativas.
«Um dos objectivos que tínhamos era de facto aproximar a Justiça dos cidadãos e acho que conseguimos uma vez que dos dois mil clientes que tivemos no espaço de um ano, 80 por cento nunca tinham consultado os serviços de um advogado», contou.
Por outro lado, referiu que num ano foi possível abrir três lojas, nas quais trabalham 20 pessoas, entre advogados e assistentes.
A abertura da primeira Loja Jurídica no Saldanha Residence suscitou polémica entre a classe, com o Conselho da Ordem dos Advogados a considerar que este modelo contribuía para a «vulgarização do exercício da advocacia, tratando a prestação dos serviços jurídicos como se da prestação de quaisquer bens ou serviços se tratasse».
Considerando que a abertura da Loja não foi precedida de qualquer pedido à Ordem dos Advogados, o Conselho Geral decidiu remeter a questão para o Conselho de Deontologia.
«No início sentimos alguma resistência por parte dos colegas, mas a situação acalmou», contou, acrescentando, que um ano depois da polémica ainda não foi ouvida pela Ordem sobre o assunto, estando agendada uma reunião com o Conselho de Deontologia no final do mês.
Para Sofia de Almeida Ribeiro, as Lojas Jurídicas são escritórios de advogados e como tal não necessitam de um parecer prévio da Ordem para abertura.
«Isto é um escritório de advogados para todos os efeitos», explicou, referindo que as lojas respeitam as normas deontológicas, «sendo prestado aos clientes um serviço de qualidade».
Os serviços mais procurados, explicou, são as certificações e reconhecimento de documentos, as questões ligadas ao direito da família e aos contratos laborais.
conseguir abrir 16 lojas até 2010, estando a analisar propostas de vários colegas para abrir unidades nas capitais de distrito.
Sofia de Almeida Ribeiro referiu ainda que o projecto LJ é inédito em Portugal.
«Que eu saiba, não existem mais no país mas um dia destes poderão existir outros. Nós abrimos portas para outros advogados prestarem serviços da mesma forma que nós», disse.
Fonte: Diário Digital Lusa
Sexta-feira, 11 de Abril de 2008
Duas Mil pessoas recorreram a Loja Jurídica
Quarta-feira, 5 de Março de 2008
Commodities x Diferenciação

Uma commodity por definição é um produto ou serviço padronizado, pouco ou nada diferenciado. Com o advento da internet e da chegada da era da informação, os serviços jurídicos vem, ao longo do tempo, a perder os seus diferenciais. Basta agora pensar nos serviços oferecidos pelo seu escritório e tentar identificar o que poucos ou ninguém mais poderia executar senão o seu escritório, ou ainda: Será que os seus concorrentes podem oferecer os mesmos serviços que o seu escritório?
Conforme o post anterior "Advogados In House X Advogados Outsourcing" os advogados internos estão tornando-se cada vez mais especialistas no core business da empresa enquanto os advogados outsourcing estão executando demandas cada vez mais padrões e comuns. Não vou emitir opinião se'isso é bom ou ruim, mas é questão é que isso vem a acontecer cada vez mais.É uma tendência.
O que é um serviço inovador hoje, amanhã já é oferecido por outros escritórios. O que adianta o seu escritório ter uma equipe de especialistas em determinada área do Direito se o advogado in house está cada vez mais conhecedor das características jurídicas do cliente? Sim, estou a falar de forma geral, sempre existirão os advogados que serão referências em determinadas áreas, porém, não podemos pensar nisso como sendo uma estratégia de crescimento sustentável para as sociedades de advogados, pois se todos pensarem assim, automaticamente virará commodity. Além do que uma sociedade de advogados não deve basear suas estratégias no conhecimento pessoal de um ou mais advogados especialistas. Pois estes mesmos amanhã poderão estar na concorrência.
De um lado os departamentos jurídicos internos cada vez mais envolvidos com a gestão jurídica, risco jurídica e outras demandas jurídicas relevantes, outrora terceirizadas aos escritórios. De outro lado as sociedades de advogados a praticar honorários cada vez mais baixos, e a realizar servios similares, além do assédio dos escritórios ás grandes empresas.
A exemplo do escritório www.lojajuridica.pt, que vem gerando certa polêmica pela inovação na forma de posicionar o escritório,é uma demonstração de que as sociedades precisam urgentemente pensar em posicionamento e estratégias de diferenciação. Este escritório está se posicionando como um escritório mais acessível, com honorários acessíveis, em horários mais acessíveis também. Estão a ofercer acessibilidade e comodidade.
E o seu escritório como está a buscar diferenciar-se dos demais?
Domingo, 24 de Fevereiro de 2008
Advogados "In house" X Advogados "Outsourcing" - E o Cliente?

Ultimamente, uma das coisas que mais vem a me chamar a atenção é o facto dos departamentos jurídicos das empresas estarem cada vez mais maduros. Os advogados "In House" estão cada vez mais envolvidos em actividades estratégicas em suas empresas. Uma prova disso é o surgimento dos "CLO - Chief Legal Officer", que são verdadeiramente homens de negócios a gerir objectivos, metas e orçamentos do seu departamento. Os advogados "In House" ao longo do tempo, por exigência do próprio mercado, desenvolveram um perfil diferenciado de actuação, uma advocacia altamente especializada no core business da sua empresa, acabando por buscar formações complementares nas escolas de negócios.
Por outro lado, percebo também que os departamentos jurídicos estão cada vez mais enxutos e mais estratégicos, como se fossem um "Grupo de Elite" jurídico da empresa.
Obviamente este movimento nos traz um cenário bastante interessante, pois se as equipas de advogados "In house" estão cada vez mais enxutas e estratégicas, fatalmente precisarão de uma equipe externa de apoio para execução. A partir daí temos um facto relevante do mundo corporativo: Os advogados Outsourcing passam a desempenhar funções mais operacionais, a fazer parte de uma plano de actuação macro desenvolvido pelos advogados "In House".
Essa mudança tem gerado muitos desconfortos para as sociedades de advogados. Anteriormente, acostumados a traçar suas próprias estratégias e a se relacionar directamente com o CEO. Tenho visto que muitos escritórios de advocacia, bem como algumas associações, no início tentaram "diminuir" os advogados que actuam em empresas menosprezando sua actividade. E ainda, muitas sociedades de advogados a tentar retirar demandas que são feitas internamente para serem realizadas pelo seu escritório. Sinceramente, não futuro neste tipo de relacionamento, pois quem sai perdendo são todos os lados, principalmente o cliente. Aliás, o Cliente é quem deve ser a estrela principal desta trama. Mas parece que o perfil do cliente mudou, agora passa a integrar também neste papel o departamento jurídico da empresa.
Existem aqueles que percebem as mudanças de mercado e se reposicionam , e aqueles que a ignoram e continuam a avançar do mesmo modo. Para os que se reposicionam, será necessário, a partir de agora perceber que dentro do universo de clientes, também estão os Advogados "In House" que precisam de apoio qualificado externo, e que pelo facto de estarem full time na empresa conhecem de forma pormenorizada as principais características do seu negócio. Não vale à pena competir, não é inteligente competir com os advogados "In house". O objectivo passar a ser "Como contribuir para o alcance dos objectivos internos do Dep. Jurídico do meu cliente?".
Para aqueles que optam por ignorar esta mudança, resta entrar em numa competição desleal, onde o outro competidor (os advogados "In House" possuem informações privilegiadas e o seu escritório é dentro da empresa do seu cliente. Além do mais, por mais que o escritório seja excelente em sua actividade, nada como uma equipa full time a pensar o negócio do cliente.
Portanto, busque nos advogados "In house" parceiros de negócio. Procure compreender quais são seus objectivos e metas, ofereça serviços que realmente estejam alinhados às suas necessidades. Desenvolva uma relacionamento de colaboração com o CLO.
Advogados "In house" X Advogados "Outsourcing" - Competir pra quê se as actividades são complementares?
Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008
Primeiro Fórum - Advogados de Empresa

Estive presente ontem, no Primeiro Fórum - Advogados de Empresa realizado pelo Institute for International Research - Portugal. O Evento foi marcado por excelentes apresentações e que eu irei fazer uma síntese e alguns comentários ao longo da semana.
A intervenção inicial foi realizada brilhantemente pelo Dr. João Lourenço, presidente do Instituto dos Advogados de Empresa da Ordem dos Advogados, e Director Central do Banco Comercial Português - Millennium BCP.
Em sua intervenção, o Dr. João Lourenço falou dos antecedentes lógicos, ao conceito de Advogado de Empresa, a destacar o "Aparecimento da ECLA (European Company Lawyers Association) com sede em Bruxelas, representando mais de 35.000 Advogados de Empresa Europeus, através das Ordens e Associações específicas da larguíssima maioria dos países europeus."
E ainda:
Actual Estatuto da Ordem dos Advogados (Lei nº 15/2005 de 26 de Janeiro) constituiu um marco decisivo da consagração legal explícita da figura do Advogado de Empresa:
- Compatibilizando, inequivocamente, o exercício da profissão de Advogado com a subordinação jurídico-laboral;
- Impondo, igualmente de forma inequívoca, a esse exercício os princípios estruturantes da profissão de Advogado, designadamente a respectiva axiologia ética e deontológica (v.g. artigos 68º, 76º e 77º);
- e garantindo o exercício desta vertente da profissão de Advogado com dignidade e plenas autonomia e independência técnicas.
Julgo relevante, que o advogado que actua na Sociedade de Advogados, busque perceber quais são as necessidades do advogado de empresa de forma a presatar um serviço complementar, e que realmente venha a atender uma necessidade interna da empresa. Tenho visto muitos escritórios a tentar adivinhar o que o cliente deseja, a tornar-se quase uma loteria.
Destaco ainda mais alguns comentários do Dr. João Lourenço fez, referente as novas atribuições e preocupações do advogado de empresa ou "House Lawyer":
Risk Management - O Advogado de Empresa é o Manager do risco jurídico ou legal dos negócios de Empresa.
"As empresas precisam de um homem de negócios com algum conhecimento de lei ou um advogado com algum conhecimento de negócios?"
Ao longo da semana trarei mais comentários a respeito deste evento.
Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
Empresas falam sobre suas necessidades jurídicas
Muitos advogados nos perguntam como gerar novos negócios? Como desenvolver novos serviços que realmente tenham relevância para o cliente?
Para conseguir gerar novos negócios é imprescindível que o escritório tenha uma carteira de serviços que agregue valor ao cliente, e agregar valor significa estar alinhado à necessidade do cliente. Você deve está pensando "Mas eu não sei quais são as necessidades dos meus clientes". O Blogue Marketing Jurídico Portugal está antenado com os principais eventos do País, e traz uma dica imperdível:
No dia 19 de fevereiro acontecerá em Lisboa, o primeiro Fórum: Advogados de Empresa. Directores e Gerentes jurídicos de grandes empresas estarão a palestrar e a debater sobre diversos assuntos relevantes, dentre eles eu destaco:
Serviços Jurídicos In House ou em Outsourcing? Condicionantes, oportunidade e impacto de uma decisão
- Quais são as actividades que se podem externalizar e quais as que se devem internalizar: Uma decisão de oportunidade
- Contornos essenciais da decisão da gestão: A perspectiva do retorno para a empresa
Impacto da decisão de gestão
Advogado de Empresa em regime Outsourcing: Qual deve ser o papel de apoio do advogado externo às assessorias jurídicas internas
- Que tipo de empresas podem recorrer a uma firma
- Como podem interactuar advogado e cliente
- É possível evitar conflitos de interesses de ambas as partes
- Quais são os meios de maior valor que põe uma firma de advogados os serviço do cliente
- A independência como um valor acrescentado
- Como definir a política de remuneração dos escritórios contratados
O evento está sendo realizado pela IIR Portugal. Saiba mais sobre este evento!
Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008
Lei da Semeadura na Advocacia

“Actioni contrariam semper et aequalem esse reactionem...”
(A toda ação há sempre oposta uma reação igual...)
Isaac Newton
Isaac Newton foi um cientista inglês, físico e matemático, tendo várias de suas obras conhecidas mundialmente, dentre elas a obra Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, publicada 1687 que descreve a lei da gravitação universal e as leis de Newton. Embora Newton não tenha escrito nada directamente para o mundo corporativo, acredito suas terorias e princípios se adequam perfeitamente.
Infelizmente, os cursos de Direito pouco ou nada falam sobre gestão de escritórios, e ainda, sobre gestão de pessoas. De repente, aquele rapaz franzino lá da universidade, após 2 anos da formatura, lhe telefona e lhe convida para integrar uma sociedade, pois ele está capitalizado e disse que sempre acreditou no seu potencial. Nesse momento o advogado entre num grande conflito de sentimento, entre a alegria de integrar uma sociedade e o desespero de ter que cuidar da gestão do escritório.
Para toda acção há uma reação. Os escritórios, ou melhor, seus gestores vem pecando conitnuamente no que tange aos relacionamentos que envolvem o escritório. Sejam eles com clientes, magistrados ou colaboradores. Neste artigo vou me deter à uma das 3 dimensões do relacionamento básico necessário para um escritório de advocacia sobreviver – O Relacionamento com os Colaboradores. A capacidade de agrupar pessoas e de fazer com que dêem o seu melhor é uma competência de poucos gestores.
Os benefícios de montar uma equipa altamente competitiva e motivada são inúmeros, porém gostaria de ressaltar um que considero um dos mais importantes, senão o mais importante, que é o baixo turn-over, ou seja, o baixo índice de rotativade de funcionários e a consequente consolidação de uma filosofia de gestão, além da harmonia e entrosamento entre a equipa.
O resultado da falta de habilidade na gestão de pessoas, nos escritórios de advocacia, vem tornando os índices de divisões e rupturas societárias cada vez mais altos, e claro, sempre deixando um lastro de rancor, inimizades e rivalidades, além do prejuízo financeiro.
É facto, que poderíamos listar mais benefícios e malefícios relativos a gestão de equipas, mas o objectivo deste artigo é lhe ajudar a plantar algumas competências que estão em falta no segmento jurídico, especificamente, nos escritórios de advocacia:
1. Compartilhe sua visão
Respeitando a estrutura hierárquica do escritório, é importante compartilhar com a sua equipa para onde você está os conduzindo. Para isso será necessário planear, definir objectivos e as estratégias para alcancá-los. Ao partilhar uma visão, um plano de trabalho, aumentará a confiança da equipa em seu líder, além de sentirem mais seguros. Como poderão dar o seu melhor se não acreditam ou sequer sabem para onde estão indo?
2. Tenha colaboradores ao invés de “empregados”Conquiste adeptos para o seu projecto. Ao invés de empregados, busque colaboradores que estejam interessados em viabilizar o seu projecto. Essa competência demanda que seja estabelecido um relacionamento de proximidade entre o Líder e seus colaboradores.
3. Tenha a sua equipa de gestores
Todo líder precisa ter um grupo de colaboradres mais chegado, de preferência que tenham competências complementares a sua. Selecione, com critério, uma equipa de gestores para lhe ajudar na administração das diversas demandas do escritório.
4. Aprenda a ouvir a sua equipa
Uma grande dificuldade que os advogados em geral possuem é saber ouvir. É preciso ouvir o que a sua equipa, como um todo, tem visto como possíveis problemas ou sugestões para melhorias. O gestor que aprende a ouvir seus colaboradores, consegue ter uma visão macro do seu negócio além de prever focos de desmotivação, falhas de liderança, possíveis rupturas societárias, dentre outros.
5. Tenha um plano atrativo de remuneração
São inúmeros os modelos de remuneração nos escritórios de advocacia. Qual o melhor? É aquele que sua equipa se sentirá desafiada e bem recompensada pelo cumprimentos dos objetivos. Por mais que o líder seja carismático e que tenha uma bom plano, se a remuneração não for compatível, dificilmente conseguirá evitar o turn-over. Os planos de remuneração e bonificação não funcionam somente com dinheiro. A sua equipa também pode ser bonificada com viagens com para o seu colaborador e sua família, um final-de-semana num hotel, etc.
6. Tenha um critério de avaliação de desempenho
Para se manter um bom clima organizacional é importante o gestor ter critérios objetivos para avaliação de desempenho da equipa. Isso ajuda a orientar os esforços e competências de acordo com os objetivos do escritório. Quatos colaboradores são desligados sem se quer terem a oportunidade de saberem quais os motivos directos e terem a oportunidade de trabalhar tais deficiências. O bom líder é sincero com seus colaboradores e sabe o momento certo de elogiar e apontar pontos a serem melhorados. Relacionamentos para serem duradouros precisam caminhar numa sob uma plataforma de sinceridade.
7. Seja um motivador
Quem não gosta de conversar com pessas de bem com a vida? Você pode se lembrar agora de algum amigo ou parente que sempre que parece que não tem problemas, pois está sempre alegre e bem humorado. Esse tipo de pessoa contagia os demais. Cuidado para não ser aquele líder “cara fechada e carrancudo”, afinal seus colaboradores precisam ter alguém em quem se inspiprar.
8. Quebre paradigmas
Quebrar paradigmas significa inovar. Reúna-se com a sua equipa em um outro lugar, fora do escritório. Reserve um restaurante e vá almoçar com seus colaboradores ou gestores. Estipule uma regra, falar sobre tudo menos trabalho, assim você tera a oportunidade de conhecer mais sua equipa e ser melhor conhecido por eles.
Concluindo, obter a simpatia da equipa vai além de obter um sorriso de seus colaboradores. A palavra “simpatia” pertence ao mesmo campo das palavras “respeito”, “atenção” e “cuidado”. No campo antônimo, encontraremos o “desrespeito”, “desatenção”, “estupidez”. Portanto, como iniciamos este artigo, para toda ação há uma reação, então plante respeito, dê atenção a sua equipa, cuide dos seus talentos e então irá colher a simpatia, admiração além de conquistar um ambiente de trabalho agradável e mais produtivo.
Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008
Direito Imobiliário - Oportunidade
Para quem actua na área do Direito imobiliário, uma boa oportunidade de agregar valor aos serviços jurídicos. As novas medidas consequentemente gera uma insegurança quanto a forma correta de proceder, abrindo assim, uma excelente oportunidade para os advogados orientarem seus clientes a obterem uma economia considerável.
Confira a notícia publicada pelo jornal Correio da Manhã:
Escrituras deixam de ser obrigatórias
Para comprar, vender ou doar imóveis basta ir a um advogado ou solicitador. Mais uma medida simplex.
O Governo está a últimar um decreto-lei que acaba totalmente com a obrigatoriedade de escritura pública para as transmissões de imóveis, incluindo compra, venda, doação e alienação por herança. A medida está a indignar os notários, que tinham nas escrituras a sua principal fonte de receitas.
No projecto de diploma (que altera o decreto 255/93), a que o CM teve acesso, diz-se que as escrituras vão poder ser realizadas por “documento particular autenticado, sendo que as conservatórias, os advogados, os solicitadores e as câmaras de comércio e indústria (...) já o podem fazer com segurança acrescida (...)”.
Fazem-se anualmente cerca de 400 mil escrituras. Segundo Joaquim Barata Lopes, 70 a 80% do volume de negócios dos notários envolvem transmissões de imóveis. “O Governo está a esmagar os notários ao entregar o negócio aos advogados e solicitadores.”
OUTROS DADOS
PREÇOS
O custo aproximado de uma escritura pública ronda os 1100 euros (imposto de selo mais escritura) numa casa de 100 mil, 1900 euros numa de 200 mil e 2300 numa casa avaliada em 250 mil euros.
MUDANÇAS
O novo diploma altera o decreto 255/93, que já dispensa a escritura. Contudo, destina- -se apenas à compra e venda de imóveis e exigia a titularidade dos bancos. Agora é para todas as transmissões de imóveis.
Fonte: Correio da Manhã